sábado, 17 de outubro de 2015

Você já é MEI?

Pra começar um novo negócio temos que nos planejar. Tirar a ideia do papel e transformar o sonho
em realidade. E não podemos esquecer de legalizarmos nossa condição como mãe empreendedora. 
Muitas vezes não queremos nos preocupar com essa parte mais complicada, mais burocrática, mas a formalização e legalização do negócio é um ponto muito importante.E o caminho mais simples para sair da informalidade é se tornar um Microempreendedor Individual.
No Brasil já são 5 milhões de microempreendedores. As mulheres têm grande participação nas atividades do MEI. Somos metade dos MEIs no Brasil!
Para ser um microempreendedor individual, é necessário faturar hoje até R$ 60.000 por ano ou R$ 5.000 por mês, não ter participação em outra empresa como sócio ou titular e ter no máximo um empregado contratado que receba o salário-mínimo ou o piso da categoria.
Formalizando-se como empreendedora, você passa a ter CNPJ, o que facilitará a abertura de conta bancária e a emissão de notas fiscais. O MEI tem direito aos benefícios previdenciários, como auxílio-maternidade, auxílio-doença, aposentadoria, entre outros.
O MEI é enquadrado no Simples Nacional e fica isento dos tributos federais (Imposto de Renda, PIS, Cofins, IPI e CSLL).  A diferença é que os microempreendedores pagam um valor fixo por mês, R$ 40,40 (comércio e indústria), R$ 44,40 (prestação de serviços) ou R$ 45,40 (prestação de serviços, comércio e indústria)., por meio do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), uma guia de recolhimento emitida através do Portal do Empreendedor e recebe um carnê para pagamento pelos Correios.
Além da atividade principal, o MEI pode registrar até quinze ocupações para suas atividades secundárias. A cada ocupação registrada será atribuído um código de Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE). Para se formalizar é só acessar o Portal do Empreendedor!
 Conheça nesse infográfico um perfil do MEI no Brasil:


fonte: mães empreendedoras  e sebrae

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

7 dicas de como divulgar (sem gastar muito) seu negócio


Tem muita empreendedora por aí que acha que falar em divulgação é sinônimo de gastar muito, mas engana-se! porque divulgar é algo que podemos fazer até nas esferas mais comuns do dia a dia, em lugares e com pessoas que você encontra e vê todos os dias, mas desperdiça esses momentos porque esquece que ali está uma oportunidade.


Veja as nossas dicas:

1) Seja cara-de-pau. Não importa onde você esteja: na fila do banco, na porta da escola esperando seus filhos ou mesmo numa festa, sempre comente sobre seu negócio. Quase sempre tem alguém que não sabia o que você faz, e que futuramente pode precisar dos seus serviços ou indica-lo.

2) Cartão de visita atraente. Já que você vai ter que fazer um cartão de visita, que faça um bem legal! Pense em algo que você guardaria. Dê uma utilidade para o cartão, sem esquecer do básico: O que sua empresa ou você faz bem visível, com telefone, e-mail e tudo que for necessário para um possível contato.

3) Faça seus clientes se sentirem especiais. Preste um bom atendimento sempre. Tente lembrar o nome do seu cliente, e segundo Kotler (um dos papas do Mkt) "conquistar novos clientes custa entre 5 a 7 vezes mais do que manter os já existentes". Crie algo que faça ele lembrar com carinho da sua loja, seu produto ou sua marca. Fazer um "sachê" ou um cartãozinho custa os mesmos centavos, e as vezes tem mais valor agregado do que você pode imaginar.

4) Faça envios interessantes de conteúdos offlines e onlines. Enviar e-mail é uma maneira muito econômica de divulgar. Porém, já que o "e-mail marketing" está em todos os lugares, você pode se destacar se enviar, de vez em quando, cartas pessoais pelo correio para clientes antigos e possíveis clientes. Apenas tenha certeza de que essas cartas trazem algo que os clientes querem ler como ofertas especiais ou um agrado personalizado (um desconto na próxima compra, por exemplo). Essa correspondência tem que ter valor para quem lê, para refletir o valor dos seus produtos. Lembre: a melhor maneira de vender é divulgar.

5) Fique em evidência. Participe de feiras, eventos e reuniões que tenham a ver com o seu negócio, que esteja próximo do seu público-alvo. Networking é a palavra do momento e a palavra-chave para um bom relacionamento com o mercado. Acredite!

6) Solidariedade nos negócios. Realize um evento, festa ou conferência por uma causa que você apoie. Isso traz a possibilidade de conhecer várias pessoas e exibe suas habilidades de liderança.

7) Use e abuse das mídias sociais. Dependendo do tipo do seu negócio você pode criar comunidades, grupos ou mesmo se engajar num assunto que atraia o público que te interessa. E assim, sem abusar, vá falando do seu negócio aos pouquinhos, para gerar interesse em quem está acompanhando seus posts. Além do que, hoje há muitas maneiras baratas e até gratuitas de se fazer um site. Aproveite!

E lembre-se, estar de bem com as mídias locais, tratar bem a todos é imprescindível.... e como boa mãe empreendedora que é, sabe que carinho e simpatia é algo que temos para oferecer incondicionalmente! E isso, realmente, não nos custa nada!


quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Coaching: um processo de auto(re)conhecimento

Por  Michelle Prazeres



O workshop, segundo Anna Marcia, é um convite à reflexão e ao autoconhecimento. E, de fato, é isso que acontece. Com dinâmicas e ferramentas próprias e uma metodologia leve e ao mesmo tempo eficaz de conduzir as discussões, a facilitadora promove reflexões ricas e profundas sobre a vida das participantes, seus modos de se relacionar com outras pessoas, com o mundo e consigo mesmas.

A expectativa é de que as participantes consigam atingir o estado de vigilância psicológica que é objetivo do processo de coaching. Claro que nada é automático, vai ser preciso muito tempo para digerir tanto aprendizado...

Mas o que ficou marcante pra mim – que fui apresentada ao coaching nesta ocasião e já me apaixonei - foi a possibilidade de o auto(re)conhecimento permitir que você se antecipe a seu modo de agir “padrão” e fuja dele em situações que isso pode te sabotar.

Para chegar a isso, trabalhamos questões como comunicação, valores pessoais, estados de ego e gestão de mudanças, passando pela interessante discussão de “quem é o seu sabotador”?

A vigilância deflagrada pelo processo de coaching pode ajudar especialmente em momentos de mudança e tomada de decisão. Por isso, a relação com a gravidez e a maternidade, que são momentos que, se vividos com intensidade, podem ser “gatilhos” de grandes, profundas e perenes transformações e conquistas, tanto internas quanto externas.

Em entrevista, Anna Marcia fala sobre esta relação entre o coaching e a maternidade. Ela afirma que a gravidez e a maternidade são momentos em que é comum a mulher olhar pra si e se repensar e por isso é comum também repensar o eixo profissional. “O coaching dá asas para este borbulhar e oportunidade para organizar as coisas e obter respostas sólidas, que venham da própria pessoa”, explica Anna. 

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

A importância da comunicação nos empreendimentos maternos

Planejar e comunicar


Comunicar caminha junto com planejar. Não adianta ter uma bela idéia na cabeça. Ao falar desta idéia para o mundo, ela precisa ter começo, meio e fim, um plano de ação, princípios, valores, missão, um sentido de existir no mundo. Do contrário, não se trata de comunicação, mas de fazer puro marketing ou publicidade.

Comunicar para mim, a princípio, é dialogar, contar histórias, falar com o mundo, com as pessoas. Marketing e publicidade são estratégias de comunicação relacionadas ao objetivo de vender uma idéia ou produto.  Há méritos em cada uma destas estratégias, claro. E cada uma serve a um determinado propósito. Mas há diferenças entre elas que precisam ser observadas e respeitadas quando se pensa em estratégia de comunicação.

Hoje, com as redes sociais, a comunicação ganha muito (e nós também!), porque as pessoas não compartilham coisas em que não acreditam. Ou seja: as redes sociais são grandes aliadas das mães empreendedoras e do que está sendo chamado de "comunicação (para alguns marketing) da verdade”.

Se você não tem dinheiro para investir em peças tradicionais, como anúncios, jornal, revista, flyers, folders (panfletos) e outros produtos impressos, e mesmo em um site mais incrementado, os blogs são outra opção gratuita e intuitiva e relativamente fácil de administrar.

Só não se iluda. A internet é uma grande aliada da mãe empreendedora, mas para estar na rede também é preciso planejar e manter seus veículos atualizados e seu público informado e com retorno. Do contrário, seu produto termina perdendo credibilidade. Acredite. Mesmo não tendo aparente relação com o produto, o fato de não se comunicar ou se comunicar com “ruídos” (por exemplo, deixar seu público sem resposta ou muito tempo sem informação) pode influenciar a opinião sobre a sua marca. Fique atenta!

Depoimentos

As opiniões de algumas mães empreendedoras que colhi sobre comunicação vão ao encontro destes comentários. As redes sociais são as campeãs de preferência e uso entre as várias estratégias e produtos de comunicação possíveis. Marcella Ruschel Stelle, do Mon Maternité, por exemplo, afirma que as redes sociais são o meio que ela mais usa, mas ela acredita que a televisão seja o meio mais "poderoso". A televisão é de fato o veículo de maior audiência no país. No entanto, não traz alguns benefícios que a internet proporciona, como a abrangência internacional e a possibilidade de falar para um público específico.  Em alguns casos, é melhor falar para 100 pessoas que são seu “target” do que falar para um milhão que não vão se interessar pelo que você tem a dizer ou vender.

Anna Marcia Gallafrio, da 
Natural Coaching, também aposta nas redes sociais, mas combina com mídias impressas mais “tradicionais”. “Uso as redes sociais e emails, além de cartões de visita em locais estratégicos. Para mim é importantíssimo quando sai uma matéria num bom site, massivo. É importante se comunicar porque essa é a base do meu trabalho”, diz.

Bruna Hess, da 
Ideias, Fricotes e Comidinhas, entende este relativismo e comenta que a comunicação demanda energia e é melhor focar do que se perder em muitos produtos. “Eu utilizo muito o Facebook, Twitter e estou finalizando meu site. Na verdade, acredito que depende muito do segmento do seu trabalho. Existem diversos meios de comunicação e talvez sua empresa não se encaixe em todos. É preciso tomar cuidado para não deixar as informações "paradas", por isso, é melhor focar no segmento que melhor encaixe sua empresa do que se ter vários meios de comunicação e não conseguir "tomar conta" de todos”, diz.

As redes sociais também são o principal meio de divulgação para Mercia Morais, do
Recanto Mãe Coruja. “Estamos fazendo o site também, mas ainda acho que falta alguma coisa”, diz.

Fernanda Yokoyama de Carvalho, da 
Capim Luz, lança mão da mesma estratégia de Anna Marcia em relação a cartões de visita e produtos impressos e é a única que questiona o poder das redes sociais. “Acho super importante utilizar diversos meios de comunicação para divulgar meu trabalho. Tenho material de divulgação que fiz recentemente e que tenho distribuído: folder e cartão de visita, e além de entregar pessoalmente, deixo em locais estratégicos que sei que circulam pessoas que possam se interessar pelo meu trabalho (lojas de produtos naturais, por exemplo). Fiz um blog, mas ainda estou criando o hábito de alimentá-lo... o site está em construção, tenho Facebook... mas o que tem me trazido mais resultados é o velho "boca à boca", esse é o que mais funcionou até agora”, afirma.

Ela conta que o Facebook é o que menos tem efeito: “tem visibilidade, mas até hoje não me rendeu pessoas para fazer curso ou que tenham se interessado em fazer consultoria em casa, mas tenho testado tudo que posso”, diz.

A rede social, em tese, reproduz justamente o princípio do “boca a boca”, porque as pessoas recebem a comunicação de alguém ou alguma instituição que já conhecem ou com quem tem relação de confiança. Mas elas não são infalíveis! E também é preciso usá-las moderação. Podemos, mais adiante, falar de etiqueta para presença nas redes sociais.

Por enquanto, fico por aqui.

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Os dez piores motivos para se começar uma empresa

 Site da Rede Mulher Empreendedora.



A dica de hoje foi dada por Martin Zwilling no blog Startup Professionals Musings.

Estatísticas comprovam que 50% de novas empresas fecham em 5 anos, e a maioria das sobreviventes também virá a falência eventualmente. Se você não quer entrar nessas estatísticas, considere todas as alternativas na hora de começar um novo negócio, principalmente se você está sendo impulsionado por uma das perspectivas abaixo:

“Estou cansado de trabalhar pesado e ficar estressado o tempo todo”
Começar um negócio é mais trabalho e mais stress do que qualquer empregado jamais sonhará em ter. Não se engane, problemas pessoais e de saúde não vão embora só porque você está começando a empreender.

“É o meu hobby mesmo, porque não fazer dele um negócio?”
O problema aqui é que a maioria dos hobbies custam dinheiro ao invés de dar dinheiro. Só porque você gosta de fazer não quer dizer que alguém pagaria para fazê-lo também.

“Estou desesperado desde que não encontro um trabalho no qual eu me encaixe”
Dependendo do local onde você mora, realmente deve estar difícil de se encontar um trabalho. Mas desespero não faz um bom empreendedor e nesta situação você provavelmente não terá recursos para começar um negócio.

“Minha família sempre esteve no mundo dos negócios, está no sangue”
Bons empreendedores realmente possuem algumas qualidades inatas, mas não está completamente comprovado que essas características são herdadas. Se suas paixões estão em outro lugar, não tente gerir os negócios de sua família.

“Eu juntei algum dinheiro, acho que começar um negócio será um bom investimento”
É bem difícil começar uma empresa completamente sem dinheiro, porém o fato de você tê-lo não significa que deve abrir uma empresa, além do mais abrir um negócio é um investimento de risco.

“Eu tenho tempo sobrando e gostaria de ter uma segunda renda”
Empreender não pode ser considerado um segundo trabalho. Se você precisa de dinheiro, recomendo procurar um trabalho de meio período em uma empresa já existente.

“Eu odeio ter um chefe e ser somente o empregado”
Quando você começa uma empresa seus clientes, fornecedores, investidores, sócios e mais várias pessoas se tornarão seus novos “chefes”. E elas provavelmente serão mais difíceis de agradar que seu atual chefe da empresa.

“Todos os meus amigos tem empresas e parecem estar se dando bem”
Não acredite na maioria das conversas de seus círculos sociais. A maioria das pessoas vêem só “as pingas” que os empreendedores tomam e não “os tombos” que levam.

“Eu quero ser rico, então vou começar uma empresa”
Se ficar rico for seu único sonho, empreender pode ser algo desmotivador. Não há muitas evidências de que empreendedores ganham, na média, mais dinheiro do que outros profissionais. As evidências só comprovam que o risco de falência do lado empreendedor é maior do que do lado funcionário de empresa.

“Meu objetivo primário é contribuir em algo para a sociedade”
Isso é algo que deve motivar um empreendedor, mas coloque-o como algo que venha como prioridade após sua empresa ter algum sucesso e você tiver mais recursos para fazê-lo. Porém, se mudar o mundo é sua maior motivação e dinheiro não é uma preocupação, então faça, e não deixe nada o fazer parar.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Mais de 50% das profissionais deixam trabalho após terem filhos

Da Folha de São Paulo. 


Uma pesquisa da companhia de recrutamento Catho indicou que 53% das profissionais que têm filhos deixam o mercado de trabalho para se dedicar à criança. Destas, 18,6% não voltam ao mercado de trabalho.
Um quarto das profissionais (25,8%) leva entre um a dois anos para retomar a vida corporativa. "O que percebemos é que mulheres de classe social mais baixa colocam na ponta de lápis os custos para criação dos filhos, e algumas preferem ficar em casa a pagar uma babá", afirma a diretora de recursos humanos da Catho, Telma Souza.
Segundo ela, as mulheres de classe alta também acabam deixando o mercado de trabalho, mas por outros motivos. "Elas demoram mais para ter filhos e encaram a maternidade como algo muito importante, então querem se dedicar a isso com toda energia", diz.
Já as profissionais de classe média tendem a conciliar a carreira e a maternidade. "Elas às vezes saem do mercado, mas voltam mais rápido", afirma.
De acordo com Telma, a demora para retornar ao mercado deve-se a duas coisas: o tempo de recolocação e a idade das crianças. "A maior parte das mulheres se condiciona a ficar com o filho até o primeiro ano, que é quando a criança começa a ter mais autossuficiência. Quando ela volta, além do tempo de recolocação ser maior do que o dos homens, assume o ônus de retornar com salários mais baixos do que os anteriores", explica.

Segundo a pesquisa, o tempo de recolocação das mulheres é de cerca de seis meses, enquanto os homens demoram cerca de cinco para conseguir um novo emprego.
O levantamento ouviu 53,6 mil profissionais de 1.677 cidades do país, entre fevereiro e março deste ano.
MULHERES NA LIDERANÇA
As mulheres brasileiras aumentaram sua participação em cargos de liderança nas empresas, mas ainda ocupam menos essas altas posições. Elas representam 45% da força de trabalho do país, mas ocupam apenas 7,9% dos cargos de diretoria, 7,7% dos postos em conselhos de administração e 3,5% das posições presidente-executivo.
Em cargos de gerente, houve crescimento de 72% na participação feminina entre 2002 e 2013 --ainda assim, as mulheres representam apenas 38,25% do total. Nos postos de coordenação, a participação feminina aumentou 61%.
As áreas de destaque na participação feminina são: recursos humanos, educação, administração, relações públicas e medicina.
ESTUDO
A pesquisa mostrou que as mulheres têm, em média, um ano a mais de estudos em comparação ao sexo masculino -- 9,2 contra 8,2 anos, respectivamente.
50,8% das mulheres que responderam a pesquisa têm formação completa no curso superior, enquanto apenas 47,1% dos homens tem graduação completa. Elas também saem na frente na pós-graduação, com 14,6% contra 12,4% do gênero masculino.
Já na fluência de línguas estrangeiras, os homens estão na frente. 33,1% dos homens falam inglês fluente, enquanto 28,1% das mulheres tem a mesma facilidade. No espanhol, são 15,2% dos homens frente a 12,7% das mulheres.
TRABALHO X VIDA PESSOAL
A preocupação com a família faz com que as mulheres sejam mais conservadoras na hora de aceitar mudanças na sua vida profissional.
Enquanto apenas 7,2% dos homens não aceitariam mudar de estado sob nenhuma condição, 15,7% das mulheres negariam a proposta. O mesmo acontece quanto às mudanças de país: 24% das entrevistadas não aceitariam a realocação de jeito nenhum, enquanto apenas 14% dos entrevistados declinariam a troca.

A diferença também é grande em relação a cargos que só permitam passar os finais de semana em casa. Enquanto 80,6% dos homens aceitariam o posto, apenas 68,4% das mulheres fariam o mesmo.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Maternidade vira fonte de inspiração para empreendedoras

O empreendedorismo materno começa a ser assunto mais frequente nos meios de comunicação.


Vejam esta notícia publicada no Vila Mulher


Conciliar trabalho e criação dos filhos é um grande desafio para as mulheres atuais. Muitas param de trabalhar ou decidem procurar um emprego que lhe permita ter mais tempo com a família.

Foi justamente o que fez Roberta Landmann. Após o nascimento da filha Sofia, em 2008, ela decidiu deixar de lado a vida de publicitária e montou o site YOUandME, um e-commerce de produtos educativos. Assim, passou a acompanhar o crescimento da menina e ser a mãe presente que tanto queria.

Quando Sofia nasceu, Roberta estava no mercado publicitário há 10 anos. Curtiu intensamente os quatro meses de licença-maternidade, mas conforme a hora de voltar ao trabalho chegava, ela ficava preocupada, pois não queria passar muito tempo longe da filha. "Fiz um acordo com a agência de trabalhar apenas no período da tarde. Fiquei um ano neste esquema, mas mesmo assim eu sentia o peso de passar longas horas sem ver a Sofia e de chegar à noite e encontrá-la dormindo", lembra.

Foi então que a publicitária começou a sentir vontade de ter seu próprio negócio, ser dona do seu tempo e gastar as horas longe da Sofia com algo que estivesse mais conectado com o seu momento de vida. Assim nasceu a marca YOUandME. "São kits de atividades para pais e filhos se divertirem juntos, ajudando a transformar o momento de brincar em um tempo especial e de qualidade. Fiquei super empolgada com a ideia. Foi o empurrão que faltava para me dar coragem de jogar tudo para o alto e começar diferente", revela Roberta.

A ideia de montar os kits surgiu quando Sofia tinha oito meses. "Um dia, eu a levei para nadar pela primeira vez. Ela ficou exausta e dormiu o resto da manhã. No começo, fiquei chateada por não ter curtido mais horas com ela, mas depois percebi que aqueles poucos minutos foram tão especiais que valeram mais do que três horas juntas", conta Roberta. Assim, os brinquedos foram criados sob este conceito: permitir que pais e filhos brinquem juntos, mesmo que seja apenas 30 minutos.

Os brinquedos, preparados com a orientação de orientadores e psicólogos, são entregues em todo o país. Entre os brinquedos estão CDs de música para recém-nascidos, kit para cozinhar, com avental, livro de receitas e utensílios coloridos, esteira para brincadeiras ao ar livre, livros de histórias e capa para amamentação. "Meu objetivo é aprimorar cada vez mais essa loja e divulgá-la para que se torne o principal canal de vendas e relacionamento com os clientes da marca".

Mas não pensem que o negócio próprio resolveu os problemas de Roberta num passe de mágica. Para ter a vida que desejava, a publicitária precisou de muito planejamento. "Hoje meu horário é flexível. Na parte da manhã, Sofia vai para a escola e eu aproveito para trabalhar, cuidar de mim e da casa. Depois a busco e almoçamos juntas. Retomo o trabalho e ela vai com a babá para alguma atividade (brincar no parquinho, natação, etc)", conta.

No final da tarde, a empresária reserva mais duas horas para brincar com a filha. E enquanto Sofia janta e toma banho com a babá, Roberta trabalha. "Mais tarde, eu volto a ficar com ela para contar histórias, conversar e colocá-la para dormir. Então chega a minha vez de relaxar e curtir o meu marido. Tentei organizar o meu dia de uma forma que todos os pilares da minha vida estivessem bem equilibrados e que Sofia sentisse a segurança da minha presença em momentos-chave da rotina dela".

No fim de semana, as atividades são em família. São idas ao clube, parques e teatrinhos infantis. E nas férias de Sofia, nos meses de janeiro e julho, Roberta trabalha remotamente e viaja com a filha para Ilhabela, litoral norte de São Paulo.

As experiências de Roberta com a filha não resultaram apenas na loja virtual. No blog "Brincando com Sofia", a empresária divide seus conflitos e sentimentos com outros pais. "De certa forma, ele completa o trabalho que faço com a YOUandME", acredita.

Por Juliana Falcão (MBPress)

domingo, 4 de outubro de 2015

O SIGNIFICADO DAS CORES PARA DIVULGAR SEU NEGÓCIO

Você sabia que as cores têm um significado muito importante para o seu negócio?
O uso correto das cores nas marcas, no seu site, nos produtos pode atrair mais atenção para o seu negócio. As cores são observadas pela maioria das pessoas, geram reconhecimento da sua marca e influenciam nas emoções de homens e mulheres na hora da compra.
Pra te ajudar a selecionar cores marcantes e poderosas para sua marca atingir e fidelizar seu público que deseja,  nesse artigo você vai conhecer informações valiosas em 4 infográficos bacanas.
Nestes infográficos, você vai conhecer o poder das cores no marketing, o significado das cores e como podem ser usadas para o seu negócio e também as cores preferidas e as que menos agradam a homens e mulheres.
Aproveite as dicas e faça uma análise das cores que já usa e do que pode melhorar no marketing do seu negócio.







fonte: maesempreendedoras.net.br

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Carreira x filhos

Estudo diz que mulheres que focam na vida profissional têm menos vontade de ter filhos


Fonte: 
Bolsa de Mulher

Ter filhos ainda é uma questão bastante complexa para quem pensa em ocupar um cargo de destaque na profissão e almeja sucesso na carreira. Um estudo conduzido pela profissional Lisa Belikin, repórter de um jornal inglês, aponta que mulheres com foco na vida profissional adiam cada vez mais o sonho da maternidade.

A pesquisa foi realizada com três mil mulheres britânicas graduadas, com idade entre 33 e 45 anos. O resultado informou que metade delas não tinha filhos. Não foi somente a carreira que foi citada como motivo para as mulheres modernas não planejarem filhos. A busca pela liberdade e a simples vontade de não ser mãe também foram apontadas no estudo.

Dentre outros fatores, o medo de perder o emprego também foi citado, já que elas têm o conhecimento de que, para uma empresa, são elevados os custos de manutenção de uma mulher grávida entre seus funcionários.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Trabalhar em casa com os filhos

Para ficar mais pertinho dos filhos, muitas mães optam por trabalhar em casa. Elas conseguem gerenciar as suas rotinas de trabalho com as crianças, não precisam passar horas no trânsito e aproveitam esse tempinho para as aulinhas na academia.

Mas como em todo tipo de trabalho, o home office com a criançada também tem as suas desvantagens, por isso, antes de fazer a sua escolha pese todos os prós e contras.

“De um modo geral há várias profissionais autônomas que se dão muito bem, como, consultoras, psicólogas, terapeutas, arquitetas, costureiras, manicures ou professoras particulares”, indica Lenita Sanches, consultora em RH e uma das diretoras da AAPSA - Associação Paulista de Gestores de Pessoas.

Antes de começar o seu negócio, você deve pensar em ter um espaço só seu, um cantinho com o seu computadore toda a papelada, de preferência o local mais reservado da casa, sem muita circulação de pessoas.

Conforme a consultora, as mães que preferirem o home office devem se lembrar que o horário de trabalho é o mesmo daquele fora de casa, dessa forma precisam ficar atentas para não ultrapassarem oito horas ou mesmo avançarem noite a dentro. “Quem faz isso começa trocar o dia pela noite”, diz.

Para Lenita é preciso ter clareza com os filhos sobre o papel de cada um. “Trabalhar em casa é apenas uma opção de custo e facilidade de estar mais próximo da família, mas é um trabalho como outro qualquer”, acrescenta.

Muitas mulheres com filhos pequenos entram em acordo com as empresas e optam por trabalhar em casa mesmo, mesmo depois da licença-maternidade. Neste caso, saiba que os direitos são os mesmos dos demais profissionais, com exceção do vale-transporte. Você recolhe INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). Também tem direito ao vale-refeição, férias e 13º salário.

Um estudo sobre o tele-trabalho no Brasil, realizado pelo instituto de opinião pública Market Analysis, revelou que 23,2% da população adulta em atividade, o que corresponde a um em cada quatro brasileiros, adota este tipo de trabalho ao longo do mês de alguma forma. Um terço destes profissionais (8,1%) exerce o trabalho virtual quase diariamente.

Atualmente, este cenário é composto por pessoas com idade entre 45 e 54 anos (15,5%). Apesar disso, a aceitação e disposição em adotá-lo no futuro já é percebida entre os jovens (44%), de 18 a 24 anos.


Fonte: Vila Mulher

Classes D e E dão fôlego às novas empreendedoras

Fonte: Jornal Valor Econômico - 25/07/2011


O Global Entrepreneurship Monitor 2010 (Gem), divulgado pelo Sebrae, mostra que dos 21 milhões de empreendedores no Brasil, metade são mulheres. Em outros lugares, normalmente, existem diferenças de 20% entre os gêneros. O que surpreende é que esse alto índice só é possível porque houve incorporação das mulheres de classe D e E.

"Estamos num momento em que os mercados formal e informal estão aquecidos, há um forte movimento no empreendedorismo e na economia solidária. É um período virtuoso para ser comemorado", afirma Gina Paladino, socióloga especialista em empreendedorismo feminino. "É possível dizer que as mulheres entram para empreender não porque o marido está desempregado em casa. É para complementar a renda."

Mas na hora de empreender, diz Gina, a mulher sofre mais com a burocracia do que o homem. Por serem as principais responsáveis pelas tarefas do lar e da família, as mulheres dispõem de muito menos tempo para perder em filas dos guichês e exigências que dificultam abertura de empresas.

A natureza subjetiva da mulher também é outro entrave, de acordo com Gina. "Mesmo nos países com abundância de crédito, o homem tem mais acesso aos investimentos porque trata dos assuntos de forma objetiva", explica. "A mulher, quando vai pedir crédito, costuma dar uma volta enorme, típica de sua natureza. Fala da família, dos filhos e dos motivos do seu empreendimento. Os atendentes precisavam estar treinados para entender isso."

O Relatório Corporate Gender Gap 2010, que avalia a diferença entre gêneros no mundo corporativo, destaca que o Brasil é um dos países com mais empresas com CEOs do sexo feminino (11%), enquanto no México, nenhuma mulher aparece neste patamar. Uma pesquisa encomendada pela divisão América Latina e Caribe da FedEx Express com mulheres em posições de liderança em empresas feitas nestes dois países aponta educação e experiência prática como principais fatores para o sucesso no empreendedorismo.

O fato de "terem crescido em um ambiente no qual a educação e o trabalho eram valorizados impactou positivamente suas carreiras", mostra a pesquisa.

"A ascensão da mulher no mercado é importante para o desenvolvimento do país. Índices mostram que o maior equilíbrio entre homens e mulheres no mercado de trabalho resultou em um aumento do produto interno bruto de 9% nos Estados Unidos, 13% na zona do Euro e 16% no Japão", explica Marilyn Blanco Reyes, vice-presidente Jurídica da divisão América Latina da FedEx.

"As mulheres trazem visões complementares e estilos diferentes de gestão. Sua influência traz um efeito multiplicador na educação, dentro e fora do mundo corporativo", explica.